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40,4% da população já foi infectada pela Covid-19 no Maranhão

 

40,4% da população foi infectada pelo novo coronavírus (Covid-19), segundo dados do inquérito sorológico divulgado nesta terça-feira (25) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MA).
A pesquisa foi realizada pela Secretaria em conjunto com a Universidade Federal do Maranhão entre 27 de julho e 8 de agosto e coletou 3.289 amostras de sangue.
De acordo com os números divulgados, um total de 3156 amostras (78,9%) foram analisadas, após a exclusão de amostras sem identificação ou hemolisadas e recusas (21,1%).
“A prevalência de anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2 no estado do Maranhão foi de 40,4%, sendo que o intervalo de confiança de 95% (IC95%) variou de 35,6% a 45,3%. A prevalência foi mais elevada nos municípios de médio porte, de 20 a 100 mil habitantes (47,6% IC95%: 42,0-53,1) e mais baixa nos municípios de pequeno porte, com menos de 20 mil habitantes (31,0% IC95%: 24,3-37,8). Nos municípios da ilha de São Luís a prevalência foi de 38,9% (IC95%: 24,5-53,2)”, detalhou o relatório.
Segundo a SES, é possível que os habitantes de municípios de médio porte tenham tido mais dificuldade em aderir às medidas de prevenção não farmacológicas quando comparados aos de grande porte e que tenham tido maior fluxo de visitantes que os de pequeno porte, o que pode ter contribuído para a maior prevalência de resultados positivos.
A contaminação da Covid-19 no Maranhão é a maior do Brasil se comparada com cidades de Fortaleza (14,2%), São Paulo (4,8%), Espírito Santo (2,1%), Ribeirão Preto (1,4%) e Rio Grande do Sul (0,22%).

Com 3,5 milhões de infectados, Brasil pode ter áreas perto da imunidade coletiva

Cidades que não mostraram significativo aumento das infecções chamaram a atenção de pesquisadores, que estudam o fenômeno

Ainda que às custas de 3.532.330 de infectados e 113.358 vidas perdidas pela transmissão descontrolada da covid-19, o Brasil pode ter algumas localidades que começam a demonstrar os primeiros sinais de que atingem a chamada “imunização coletiva” –– quando a parcela da população infectada é suficiente para que as curvas de novos casos e mortes comecem a cair. Faltando um dia para o fechamento da semana epidemiológica 34, o país mostra sinais de desaceleração da infecção e um platô em altos patamares de mortes.

Mesmo com a flexibilização das medidas de distanciamento físico, cidades como Manaus, Rio de Janeiro, Fortaleza e São Paulo são locais que não mostraram uma volta significativa de aumento de novas infecções, e que são objeto de estudos do grupo de pesquisa liderado pela biomatemática portuguesa Gabriela Gomes, da Universidade de Strathclyde, na Escócia. O grupo, que inclui pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos primeiros do mundo a apontar que o limiar de imunização coletiva gira em torno de 10% a 20%, bem abaixo dos 60 a 70% estimados no início da pandemia.

Isso porque os pesquisadores consideram que, assim como ocorre no caso da malária ou da tuberculose, a população não fica suscetível ao novo coronavírus de maneira homogênea. “Chegamos à conclusão de que essa heterogeneidade pode alterar muito os resultados e em um sentido positivo. O limiar da imunidade coletiva também deverá ser menor do que aquele que os modelos clássicos indicam”, afirmou Gabriela durante o seminário online promovido pela Agência Fapesp e pelo Canal Butantan.

Longe de ser uma realidade em todo o território nacional, este limiar não pode ser relacionado a um fim imediato da epidemia, mas pode auxiliar na diminuição de novos contágios. “Para isso, é preciso controlar os surtos que vão surgindo de forma localizada e adotar medidas como o rastreamento de contato”, explicou Gabriela.

A média no Brasil, hoje, está em 35,8 mil casos e 1.021 óbitos por dia, sendo que, para fechar a semana epidemiológica 34, precisaria registrar, hoje, mais 89,4 mil infecções e 629 vidas perdidas. A situação é diferente nas diversas localidades brasileiras, mas, naquelas em que há uma inflexão da curva, pesquisadores avaliam indícios de alcançar a imunização de rebanho.

Balanço

O Brasil confirmou, nesta sexta-feira (21/8), mais 30.355 casos e 1.054 mortes pelo novo coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. Continua o segundo país com mais vítimas e casos da doença no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Com um território quase todo tomado pela covid-19, mais da metade das unidades federativas já acumula mais de 100 mil casos da doença. Apenas Mato Grosso, Alagoas, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Amapá, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Acre têm menos do que 100 mil infecções.

Quando se olha para o ranking de óbitos, a maioria dos estados confirmou mais de mil mortes. Ao todo, 22 unidades federativas integram essa lista. Quem lidera o ranking brasileiro é São Paulo, com 28.155 óbitos pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro é o segundo com mais fatalidades, com 15.202 vítimas da doença. Os dois são os únicos estados que têm mais de 10 mil vidas perdidas.

Em seguida estão Ceará (8.268), Pernambuco (7.335), Pará (6.037), Bahia (4.757), Minas Gerais (4.663), Amazonas (3.556), Maranhão (3.328), Espírito Santo (3.000), Rio Grande do Sul (2.993), Paraná (2.928), Mato Grosso (2.492), Paraíba (2.268), Goiás (2.647), Rio Grande do Norte (2.154), Distrito Federal (2.242), Alagoas (1.802), Sergipe (1.761), Santa Catarina (1.995), Piauí (1.672) e Rondônia (1.050).

No pé da tabela estão Mato Grosso do Sul (696), Amapá (627), Acre (598), Roraima (576) e Tocantins (556).

Fonte:https://oimparcial.com.br/

AGORA LASCOU DE VEZ! China diz que frango brasileiro foi detectado com coronavírus

Associação diz que apesar de caso ser de indústria de SC, impacto deve chegar a produtores daqui

Avicultores de  receberam com preocupação a notícia de que a China encontrou coronavírus em asas de frango importadas do Brasil, na manhã desta quinta-feira (13).

Trata-se de um lote da Aurora, indústria com unidade em , mas a notícia acende um alerta em todo o país. “Os produtores estão extremamente preocupados, pois foi montada toda uma estrutura em  para produzir frango de corte, com padrão tecnológico muito alto e valores bem expressivos. A gente corre o risco de, momentaneamente, diminuir a produção, porque se diminuir a procura do produto, a produção diminui”, explicou o presidente da Avimasul (Associação dos Avicultores Integrados de ), Adroaldo Hoffmann.

Ainda conforme Hoffmann, apesar de ser um caso pontual em outro estado, acaba afetando a produção em . “Vai impactar sim, traz impacto negativo, pois todos os eventos que não são para incentivar a produção geram uma desconfiança e, no mínima, vai gerar um critério mais rígido, inclusive da nossa parte para  aumentar o controle e a vigilância para que fatos assim não se repliquem”, comentou

Governo

Em nota, o governo brasileiro informou que “outras amostras do mesmo lote foram coletadas, analisadas e os resultados foram negativos”.

O governo informou que o MAPA (Ministério de , Pecuária e Abastecimento) ainda não foi notificado oficialmente do ocorrido e “reitera a inocuidade dos produtos produzidos nos estabelecimentos sob SIF, visto que obedecem protocolos rígidos para garantir a saúde pública”.

Suspensão das exportações

No dia 23 de julho, A BRF de Dourados teve suspensa a exportação de frango para a China. A necessidade de aumentar o controle sanitário em decorrência da covid-19 é o motivo alegado extra-oficialmente pelo governo chinês para a suspensão temporária de frigoríficos de vários países, em meio ao aumento de casos da doença nos abatedouros.

Com Informações: https://www.midiamax.com.br